{"id":2707,"date":"2021-04-05T18:17:09","date_gmt":"2021-04-05T21:17:09","guid":{"rendered":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/?p=2707"},"modified":"2022-06-18T22:55:47","modified_gmt":"2022-06-19T01:55:47","slug":"fenafar-realizou-debate-a-vacina-anticovid-da-ufmg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/fenafar-realizou-debate-a-vacina-anticovid-da-ufmg\/","title":{"rendered":"Fenafar realizou debate: A vacina anticovid da UFMG."},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Na \u00faltima quinta-feira, 01 de abril, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Farmac\u00eauticos realizou um debate sobre as perspectivas de desenvolvim0ento de novas vacinas para a Covid-19 em curso na Universidade Federal de Minas Gerais.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o apenas a UFMG, mas outras institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa do pa\u00eds est\u00e3o empenhadas na busca de um imunizante nacional. Essas iniciativas s\u00e3o fundamentais para aumentar a oferta de vacinas, o que \u00e9 indispens\u00e1vel para agilizar a vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira, e para reduzir os custos do Estado com a vacina. A produ\u00e7\u00e3o de imunizantes nacionais \u00e9 mais econ\u00f4mica do que a aquisi\u00e7\u00e3o de vacinas comercializadas pelas grandes ind\u00fastrias farmac\u00eauticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Participaram do debate a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, professora&nbsp;Sandra Regina Almeida, o presidente do Conselho Nacional de Sa\u00fade, Fernando Pigatto, o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Farmac\u00eauticos, Ronald Ferreira dos Santos, a presidente da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputada Beatriz Cerqueira e o professor e farmac\u00eautico Gerson Pianetti. O debate foi coordenado pelo diretor da Fenafar e do sindicato dos farmac\u00eauticos de Minas Gerais, Rilke Novato P\u00fablio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tecnologia 100% nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua exposi\u00e7\u00e3o, a reitora da UFMG destacou a import\u00e2ncia do estado de Minas Gerais no cen\u00e1rio nacional de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Minas conta com o maior n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior p\u00fablicos do Brasil, que se constituem em um importante potencial e patrim\u00f4nio n\u00e3o s\u00f3 para o Estado, mas para o pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sandra Regina destacou que a&nbsp;UFMG trabalha com sete projetos para o desenvolvimento de vacinas: cinco no CTVacinas (Centro de Tecnologia em Vacinas), localizado no Parque Tecnol\u00f3gico de Belo Horizonte (BH-Tec) e que contam com participa\u00e7\u00e3o do Instituto Ren\u00e9 Rachou, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas), e outras duas no Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reitora lembrou que essas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas iniciativas. No total s\u00e3o 17 pesquisas em curso que s\u00e3o candidatas vacinais no Brasil. \u201cN\u00f3s temos capacidade de pesquisa nas nossas institui\u00e7\u00f5es. N\u00f3s precisamos trabalhar juntos para produzir. A gente desenvolve, pesquisa, patenteia, mas no final n\u00e3o conseguimos produzir, \u00e9 o que chamamos de vale da morte\u201d, disse a reitora ao se referir ao principal gargalo da cadeia produtiva de medicamentos no Brasil, o desmonte do parque industrial. \u201cA gente n\u00e3o tem como produzir toda a cadeia produtiva no Brasil. Por isso a necessidade de parcerias internacionais. Mas a tecnologia \u00e9 100% nacional\u201d afirmou Sandra sobre as pesquisas em curso na UFMG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E esse d\u00e9ficit traz imensos preju\u00edzos \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 economia. Isso, porque, os pre\u00e7os de vacinas e medicamentos j\u00e1 produzidos no Brasil, quando comparados com os pre\u00e7os gastos praticados pelas ind\u00fastrias farmac\u00eauticas para importa\u00e7\u00e3o mostram que o produto nacional \u00e9 muito mais barato, levando a redu\u00e7\u00e3o de custos para os cofres p\u00fablicos. \u00c9 consider\u00e1vel a redu\u00e7\u00e3o dos custos a partir da substitui\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es. \u201cIsso \u00e9 muito importante n\u00e3o podemos continuar dependendo da importa\u00e7\u00e3o nem dos insumos farmac\u00eauticos nem do produto final. Essa depend\u00eancia nos torna ref\u00e9ns, e resulta em escassez de vacinas, porque hoje temos os pa\u00edses competindo pelas mesmas vacinas, dificultando o acesso para a popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso \u00e9 uma quest\u00e3o de soberania\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator importante lembrado pela reitora \u00e9 a necessidade de as universidades e os centros de pesquisa, a partir do contexto local, desenvolveram protocolos para a identifica\u00e7\u00e3o e o rastreamento das novas variantes do v\u00edrus, o que \u00e9 indispens\u00e1vel garantir a efic\u00e1cias das vacinas. \u201cOs estudos das variantes para embasar a produ\u00e7\u00e3o de vacinas \u00e9 muito importante\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre as vacinas em desenvolvimento na UFMG, Sandra Regina destacou que a mais avan\u00e7ada \u00e9 a Quimera Proteica. Al\u00e9m do desenvolvimento, a UFMG tamb\u00e9m tem participado dos testes das vacinas. \u201cTemos trabalhado com os testes da fase 3 da Coronava e tamb\u00e9m da Johnson e Johnson\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, todo esse trabalha exige investimentos massivos em Ci\u00eancia e Tecnologia, que infelizmente n\u00e3o \u00e9 o que vemos atualmente no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lutar por recursos para C&amp;T<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A deputada estadual Beatriz Cerqueira elogiou o trabalho realizado pela UFMG, que \u00e9 motivo de orgulho para todos os mineiros. No entanto, se as pol\u00edticas p\u00fablicas de investimento em C&amp;T fossem outras Minas e o pa\u00eds estariam em outras condi\u00e7\u00f5es para enfrentar a pandemia. A Constitui\u00e7\u00e3o de Minas Gerais determina que 1% do or\u00e7amento do estado seja destinado para os investimentos nessa \u00e1rea, mas, segundo a deputada, em 2020 o investimento ficou em menos de 20% do total que deveria ter sido investido. \u201cN\u00e3o cumprimos nem a determina\u00e7\u00e3o constitucional\u201d, lamenta. \u201cEsse desequil\u00edbrio, que se transfora em desigualdade, se deve a op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do governo, que promove cortes, contingenciamento de recursos e persegui\u00e7\u00f5es\u201d, denuncia Cerqueira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a parlamentar, nem o Brasil e nem o governo do Estado de Minas tem uma coordena\u00e7\u00e3o para enfrentar a Pandemia. \u201cN\u00f3s precisamos cobrar financiamento p\u00fablico, o fortalecimento das nossas universidades\u201d, porque na sua vis\u00e3o o que est\u00e1 em jogo no Brasil, e no mundo \u00e9 uma disputa civilizat\u00f3ria, \u201cdo que ser\u00e1 o nosso futuro, se conseguiremos superar a pandemia com a vacina\u00e7\u00e3o e n\u00e3o com a higieniza\u00e7\u00e3o, se vamos manter a vacina como direito e n\u00e3o como mercadoria, que \u00e9 o que come\u00e7a a se desenhar em propostas no Congresso Nacional\u201d, lamenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Gerson Pianetti centrou sua interven\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nacional de aus\u00eancia de investimentos em pesquisa no pa\u00eds, um d\u00e9ficit que acompanho o Brasil h\u00e1 muitos anos. Temos problemas de investimentos, para garantir a sustentabilidade dos laborat\u00f3rios, que para sobreviver precisam vender seus servi\u00e7os para a iniciativa privada, al\u00e9m de n\u00e3o haver recursos p\u00fablicos dispon\u00edveis, enfrentamos o problema de n\u00e3o conseguir executar o pouco que nos \u00e9 garantido por previs\u00f5es legais. \u201cO atraso do Brasil no campo da C&amp;T s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque existem organiza\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, sociais, pesquisadores e profissionais que dedicam suas vidas \u00e0 essa luta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pianetti destacou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do farmac\u00eautico e a necessidade de vacina\u00e7\u00e3o para a categoria. \u201cO farmac\u00eautico \u00e9 um profissional da linha de frente que precisa ser vacinado. Todo mundo que tem uma dor de cabe\u00e7a procura a farm\u00e1cia. Inclusive, esse modelo de farm\u00e1cia que n\u00e3o \u00e9 um ambiente sanit\u00e1rio, temos que acabar com isso. A farm\u00e1cia precisa estar integrada \u00e0s pol\u00edticas de sa\u00fade, n\u00e3o \u00e9 um estabelecimento comercial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assista o debate na \u00edntegra:<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?height=314&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ffenafar%2Fvideos%2F146891297343518%2F&amp;show_text=false&amp;width=\" 560\"=\"\" width=\"560\" height=\"314\" allowfullscreen=\"true\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A esperan\u00e7a \u00e9 a vacina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente do Conselho Nacional de Sa\u00fade, Fernando Pigatto, trouxe um panor\u00e2ma das a\u00e7\u00f5es que o CNS vem desenvolvendo desde o in\u00edcio da pandemia, lutando para que o Brasil assumisse uma postura ativa de enfrentamento \u00e0 pandemia e de busca pela vacina. \u201cO problema \u00e9 que temos um governo que decidiu n\u00e3o acreditar, \u00e9 um governo que optou por um projeto de morte, de adoecimento, de aumentar os ataques ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade\u201d, disse Pigatto. Houve na sua vis\u00e3o uma decis\u00e3o do governo em n\u00e3o enfrentar a pandemia, em sabotar o isolamento, o uso de m\u00e1scaras e menosprezar a busca de vacinas, a despeito dos alertas das autoridades sanit\u00e1rias nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os exemplos que ele trouxe para mostrar a op\u00e7\u00e3o do governo de menosprezar a vacina, Pigatto lembrou que ainda em meados de 2020, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade tinha possibilitado ao Brasil oferta de vacinas para imunizar 50% da popula\u00e7\u00e3o,&nbsp;&nbsp;com a vacina do Cons\u00f3cio. O governo brasileiro optou pelos 10% porque era o m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, se n\u00e3o fosse o STF ter dado, em dezembro de 2020, um prazo de 5 dias para o governo apresentar um plano nacional de operacionaliza\u00e7\u00e3o da vacina, provavelmente ainda estar\u00edamos sem planejamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNossa colabora\u00e7\u00e3o tem sido permanente e cotidiana para enfrentar a pandemia, o pandem\u00f4nio e seus seguidores que tentam desesperan\u00e7ar, e a gente segue lutando para que a esperan\u00e7a aconte\u00e7a todos os dias\u201d, disse Pigatto, e a vacina \u00e9 a esperan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Valorizar o trabalho e vida &#8211; Fora Bolsonaro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, destacou que nos \u00faltimos anos a Fenafar vem se posicionando na perspectiva de ressaltar que o compromisso principal da categoria farmac\u00eautica \u00e9 \u201ccuidar da vida, cuidar da ci\u00eancia e cuidar dos afetos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ressalta que \u201cver a UFMG produzindo pesquisa em torno da vacina \u00e9 um sinal de esperan\u00e7a e um esfor\u00e7o central. Vivemos um tempo de nega\u00e7\u00e3o do trabalho, o que vale \u00e9 a intelig\u00eancia do neg\u00f3cio. \u00c9 importante essa revolu\u00e7\u00e3o e a converg\u00eancia tecnol\u00f3gica que n\u00f3s vivemos no nosso tempo, mas o trabalho e a intelig\u00eancia s\u00e3o pe\u00e7as insepar\u00e1veis de qualquer projeto poss\u00edvel de avan\u00e7o civilizacional. Tudo o que temos hoje \u00e9 resultado do trabalho, e isso precisa ser valorizado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o presidente da Fenafar, o trabalho realizado pela UFMG \u201cmostra que \u00e9 poss\u00edvel por luz e resistir. Essa \u00e9 a tarefa do profissional farmac\u00eautico: buscar nas for\u00e7as da natureza e transform\u00e1-las com o nosso trabalho e ci\u00eancia as possibilidade do homem viver mais e melhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso refor\u00e7ar, ainda mais nas condi\u00e7\u00f5es atuais, \u201cque os medicamentos e as vacinas s\u00e3o insumos garantidores do direito \u00e0 sa\u00fade e que precisamos de um Estado que garanta esse direito. O que n\u00f3s assistimos hoje \u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o do Estado. O neg\u00f3cio e o mercado tomando conta de absolutamente tudo, numa tentativa de mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida. S\u00e3o movimentos que querem destruir as conquistas da sociedade brasileira, mas tamb\u00e9m de impedir avan\u00e7os futuros\u201d, ressalta Ronald. Ele alerta que o desmanche do Estado ocorre em todas as \u00e1reas e dimens\u00f5es, n\u00e3o se d\u00e1 somente na \u00e1rea da sa\u00fade e da destrui\u00e7\u00e3o do complexo industrial da sa\u00fade. Vivemos um processo acelerado de desindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Ele exemplifica citando os casos da Ford e da Sony que fecharam suas f\u00e1bricas e abandonaram a produ\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMas aqui tem gente que resiste, pensa e luta para construir uma grande na\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, enfatizou colocando como bandeira que deve estar na ordem do dia a luta pelo Fora Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Da Reda\u00e7\u00e3o, por Renata Mielli<\/em><br><em>Publicado em 05\/04\/2021<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima quinta-feira, 01 de abril, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Farmac\u00eauticos realizou um debate sobre as perspectivas de desenvolvim0ento de novas vacinas para a Covid-19 em curso na Universidade Federal de Minas Gerais. N\u00e3o apenas a UFMG, mas outras institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa do pa\u00eds est\u00e3o empenhadas na busca de um imunizante nacional. Essas iniciativas s\u00e3o fundamentais para aumentar a oferta de vacinas, o que \u00e9 indispens\u00e1vel para agilizar a vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira, e para reduzir os custos do Estado com a vacina. A produ\u00e7\u00e3o de imunizantes nacionais \u00e9 mais econ\u00f4mica do que a aquisi\u00e7\u00e3o de vacinas comercializadas pelas grandes ind\u00fastrias farmac\u00eauticas. Participaram do debate a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, professora&nbsp;Sandra Regina Almeida, o presidente do Conselho Nacional de Sa\u00fade, Fernando Pigatto, o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Farmac\u00eauticos, Ronald Ferreira dos Santos, a presidente da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputada Beatriz Cerqueira e o professor e farmac\u00eautico Gerson Pianetti. O debate foi coordenado pelo diretor da Fenafar e do sindicato dos farmac\u00eauticos de Minas Gerais, Rilke Novato P\u00fablio. Tecnologia 100% nacional Em sua exposi\u00e7\u00e3o, a reitora da UFMG destacou a import\u00e2ncia do estado de Minas Gerais no cen\u00e1rio nacional de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Minas conta com o maior n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior p\u00fablicos do Brasil, que se constituem em um importante potencial e patrim\u00f4nio n\u00e3o s\u00f3 para o Estado, mas para o pa\u00eds.&nbsp; Sandra Regina destacou que a&nbsp;UFMG trabalha com sete projetos para o desenvolvimento de vacinas: cinco no CTVacinas (Centro de Tecnologia em Vacinas), localizado no Parque Tecnol\u00f3gico de Belo Horizonte (BH-Tec) e que contam com participa\u00e7\u00e3o do Instituto Ren\u00e9 Rachou, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas), e outras duas no Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB). A reitora lembrou que essas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas iniciativas. No total s\u00e3o 17 pesquisas em curso que s\u00e3o candidatas vacinais no Brasil. \u201cN\u00f3s temos capacidade de pesquisa nas nossas institui\u00e7\u00f5es. N\u00f3s precisamos trabalhar juntos para produzir. A gente desenvolve, pesquisa, patenteia, mas no final n\u00e3o conseguimos produzir, \u00e9 o que chamamos de vale da morte\u201d, disse a reitora ao se referir ao principal gargalo da cadeia produtiva de medicamentos no Brasil, o desmonte do parque industrial. \u201cA gente n\u00e3o tem como produzir toda a cadeia produtiva no Brasil. Por isso a necessidade de parcerias internacionais. Mas a tecnologia \u00e9 100% nacional\u201d afirmou Sandra sobre as pesquisas em curso na UFMG. E esse d\u00e9ficit traz imensos preju\u00edzos \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 economia. Isso, porque, os pre\u00e7os de vacinas e medicamentos j\u00e1 produzidos no Brasil, quando comparados com os pre\u00e7os gastos praticados pelas ind\u00fastrias farmac\u00eauticas para importa\u00e7\u00e3o mostram que o produto nacional \u00e9 muito mais barato, levando a redu\u00e7\u00e3o de custos para os cofres p\u00fablicos. \u00c9 consider\u00e1vel a redu\u00e7\u00e3o dos custos a partir da substitui\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es. \u201cIsso \u00e9 muito importante n\u00e3o podemos continuar dependendo da importa\u00e7\u00e3o nem dos insumos farmac\u00eauticos nem do produto final. Essa depend\u00eancia nos torna ref\u00e9ns, e resulta em escassez de vacinas, porque hoje temos os pa\u00edses competindo pelas mesmas vacinas, dificultando o acesso para a popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso \u00e9 uma quest\u00e3o de soberania\u201d. Outro fator importante lembrado pela reitora \u00e9 a necessidade de as universidades e os centros de pesquisa, a partir do contexto local, desenvolveram protocolos para a identifica\u00e7\u00e3o e o rastreamento das novas variantes do v\u00edrus, o que \u00e9 indispens\u00e1vel garantir a efic\u00e1cias das vacinas. \u201cOs estudos das variantes para embasar a produ\u00e7\u00e3o de vacinas \u00e9 muito importante\u201d.&nbsp; Sobre as vacinas em desenvolvimento na UFMG, Sandra Regina destacou que a mais avan\u00e7ada \u00e9 a Quimera Proteica. Al\u00e9m do desenvolvimento, a UFMG tamb\u00e9m tem participado dos testes das vacinas. \u201cTemos trabalhado com os testes da fase 3 da Coronava e tamb\u00e9m da Johnson e Johnson\u201d. Mas, todo esse trabalha exige investimentos massivos em Ci\u00eancia e Tecnologia, que infelizmente n\u00e3o \u00e9 o que vemos atualmente no pa\u00eds.&nbsp; Lutar por recursos para C&amp;T A deputada estadual Beatriz Cerqueira elogiou o trabalho realizado pela UFMG, que \u00e9 motivo de orgulho para todos os mineiros. No entanto, se as pol\u00edticas p\u00fablicas de investimento em C&amp;T fossem outras Minas e o pa\u00eds estariam em outras condi\u00e7\u00f5es para enfrentar a pandemia. A Constitui\u00e7\u00e3o de Minas Gerais determina que 1% do or\u00e7amento do estado seja destinado para os investimentos nessa \u00e1rea, mas, segundo a deputada, em 2020 o investimento ficou em menos de 20% do total que deveria ter sido investido. \u201cN\u00e3o cumprimos nem a determina\u00e7\u00e3o constitucional\u201d, lamenta. \u201cEsse desequil\u00edbrio, que se transfora em desigualdade, se deve a op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do governo, que promove cortes, contingenciamento de recursos e persegui\u00e7\u00f5es\u201d, denuncia Cerqueira. Para a parlamentar, nem o Brasil e nem o governo do Estado de Minas tem uma coordena\u00e7\u00e3o para enfrentar a Pandemia. \u201cN\u00f3s precisamos cobrar financiamento p\u00fablico, o fortalecimento das nossas universidades\u201d, porque na sua vis\u00e3o o que est\u00e1 em jogo no Brasil, e no mundo \u00e9 uma disputa civilizat\u00f3ria, \u201cdo que ser\u00e1 o nosso futuro, se conseguiremos superar a pandemia com a vacina\u00e7\u00e3o e n\u00e3o com a higieniza\u00e7\u00e3o, se vamos manter a vacina como direito e n\u00e3o como mercadoria, que \u00e9 o que come\u00e7a a se desenhar em propostas no Congresso Nacional\u201d, lamenta.&nbsp; O professor Gerson Pianetti centrou sua interven\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nacional de aus\u00eancia de investimentos em pesquisa no pa\u00eds, um d\u00e9ficit que acompanho o Brasil h\u00e1 muitos anos. Temos problemas de investimentos, para garantir a sustentabilidade dos laborat\u00f3rios, que para sobreviver precisam vender seus servi\u00e7os para a iniciativa privada, al\u00e9m de n\u00e3o haver recursos p\u00fablicos dispon\u00edveis, enfrentamos o problema de n\u00e3o conseguir executar o pouco que nos \u00e9 garantido por previs\u00f5es legais. \u201cO atraso do Brasil no campo da C&amp;T s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque existem organiza\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, sociais, pesquisadores e profissionais que dedicam suas vidas \u00e0 essa luta.&nbsp; Pianetti destacou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do farmac\u00eautico e a necessidade de vacina\u00e7\u00e3o para a categoria. \u201cO farmac\u00eautico \u00e9 um profissional da linha de frente que precisa ser vacinado. Todo mundo que tem uma dor de cabe\u00e7a procura a farm\u00e1cia. Inclusive, esse modelo de farm\u00e1cia que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":2706,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[105],"tags":[],"class_list":["post-2707","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fenafar-e-sindicato-em-acao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2707"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2707\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2713,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2707\/revisions\/2713"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2706"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinfaerj.org.br\/old\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}